Eu sou uma massinha de modelar

Sem título-1

Neuróticas, 2017 está sendo um ano cheio de mudanças e descobertas, acho que agora, mais do que nunca, vou falar pra vocês sobre minhas vivências. Espero que venha de forma bem reflexiva para vocês.

“Você não pode fazer isso!”, “Você tem que arrumar um emprego de verdade!”, “Você não é esse tipo de menina!”, “Você tem que tomar cuidado!”, “Isso não combina com você!”.
Eu pensei que sabia quem era, mas não percebi que era um produto de todas as afirmações das pessoas que me rodearam a vida toda, cada um criou um molde pra mim e eu fui me encaixando perfeitamente em cada um desses moldes, fui me espremendo dentro das formas e sendo aquela que todos queria que eu fosse. Como eu fiz bem o meu papel. Sufoquei meus impulsos, afoguei meus sonhos, até acreditei que eu era aquela menina do netflix, da sorveteria, do MPB.
Mas algo gritava dentro de mim “Olha o que o mundo tem pra lhe oferecer”Eu pensava, “não vou decepcionar as pessoas que me amam”. Cheguei a temer desapontar até quem já se encontrava morto, sem me lembrar que quem está morto JÁ VIVEU!
Precisei de muita força e coragem pra tirar o primeiro molde, doeu como se arrancasse um pedaço de mim. Me senti nua, em meio a 25 de março. Mas não sabia qual número me vestia. Aproveitei a oportunidade pra retirar qualquer “veste” que me apertava. Depois da retirada do primeiro molde os outros saem fácil, como aquelas bolinhas da coca-cola que se desmontavam inteiras depois de tirar a primeira peça.
Precisei de um empurrãozinho, claro, “Vive o que é seu, que quem te poda, já floresceu”, as palavras não foram exatamente essas, mas quem me despertou, me pegou pela mão, como fazia desde pequeno e me mostrou que coisas novas poderiam me encantar. E como me encantaram.
Sigo então, me descobrindo a cada dia. Descobri, que as amarras são psicológicas. Que ser eu mesma, me faz sentir linda e confiante. Que autoconhecimento é uma descoberta diária. Que as pessoas que te amam, entendem e apoiam. Que um vinho ou uma cervejinha com as amigas faz um bem danado. Que festival de música eletrônica é uma das melhores coisas do mundo. E que não importa onde está seu corpo, mas sim onde está sua cabeça e seu coração!

P.S.: Ainda sou a menina do netflix, da sorveteria e do MPB, mas não sou só mais aquela, sou várias, sou todas que quero ser!
Enquanto aguardam o próximo post, tirem seus moldes, respirem, inspirem e não pirem!

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